Historial

 

 

Rio de Moinhos obteve foral em 1240, dado por D. Sancho II. Em 1258 reinava D. Afonso III, irmão de D. Sancho II. O Algarve tinha sido conquistado e tornava-se prioridade estabilizar o reino. 
 
Foram realizadas as INQUIRIÇÕES, documentos importantíssimos onde se podem encontrar os primeiros vestígios da existência das localidades. Rio de Moínhos não fugiu à regra. Os párocos desempenhavam um papel muito importante, sendo nessa altura Rio de Moinhos paroquiado por Martim João (Martim Joahnnis). 
Sabe-se, também, que os Juizes já exerciam o seu poder, fazendo-o em Rio de Moinhos um tal Martim ou Martinho (Martinnus). 
 
A esta data (1258), as testemunhas não mencionavam lugar nenhum, depreendendo-se que, tal como hoje, Rio de Moinhos não existisse como lugar (local próprio), mas sim formado pelo conjunto dos aglomerados populacionais (conjunto dos povos), tal como nos é apresentado em 1758, pela crónica do pároco de então e como o conhecemos hoje. 
 
Pelos documentos desta data (1258), sabe-se que não havia propriedades atribuídas, nem classes privilegiadas. Toda a terra era realenga, ou seja, apenas tinham que prestar contas ao Rei. (Relembre-se o texto do foral: “... entregar-me-ão, a mim ou a quem eu mandar a essas terras... E ordeno e proíbo, com toda a firmeza, que nenhum rico-homem ou cavaleiro ou seja quem for lhes faça mal, por vexâme ou violência, ou atravesse os seus casais e as suas terras”. 
 
A própria Igreja era representada pelos paroquianos e confirmada pelo bispo de Viseu. Apenas um tal Pedro Gonsalves afirmou, pelos Santos Evangelhos, que Mendo Martins e João Martins, da Lamosa, possuíam uma herdade no lugar da Várzea das Regadias, termo de Rio de Moinhos, não pagando foro a ninguém. Como se sabe, Regadias, junto a Santa Eufêmea, fica no termo de Rio de Moinhos, pertencendo já ao concelho de Penalva do Castelo.