foral

 

 

Foi dito que Rio de Moinhos foi sede de Concelho. Para demonstrá-lo nada melhor que o foral atribuído em 1240 (1270 da era de César). Reinava Portugal o rei D. Sancho II. Foi este monarca que conferiu o Foral nos seguintes termos:

 

Original em Latim:

 

Sanctius Dei gratia Portugaliae rex.

 

Ominibus de meo regno ad quos littarae ístae pervenerint salutem. Sciatis quod ego arrendavi concilio de Zaatam et concilio de Rio de Molinis terram meam de Zaatam et de Rio de Molinis et meas colectas de ipsis terris pro ad semper quod dent mihi concilia praedicta vel cui ego mandavaro pro ipis terris in quolibet anno per tertias anni ducentos et viginti et quinque marabitinos novos in auro vel tales marabitinatas de denariis quae valeant marabitimos novos in auro et debent mihi dare pro meis collectis de ipsis terris in quolibet anno in die Sancti Joannis, sexaginta marabitinos im auro novos vel tales marabitinatas de denariis quae valeant marabitinos novos in auro et mando et defgendo firmiter quod nec ricus homo nec caballarius facient eis malum nec tortum nec fortiam nec transeant in villis suis.  Et pro ista renda ipsa concilia nom debent mihi facere aliund forum praeter ostes anuduvas. Et ut istud factum sit stabile et durabile in aeternum dedi eis istam cartam meam apertam meo sigillatam quae fuit facta apud Gardiam decima die julli. Era millesima ducentesima septuagesima octava. Locus sigilli pendentis.

 

Tradução Portuguesa:

Sancho, pela Graça de Deus, Rei de Portugal,
 
A todos do meu Reino, aos quais chegar esta minha carta, saúde. Saibam que eu arrendei ao concelho de Sátão e ao concelho de Rio de Moinhos a minha terra de Sátão e a de Rio de Moinhos e nela os meus direitos para sempre. Os referidos concelhos entregar-me-ão anualmente, a mim ou a quem eu mandar a essas terras, nas terças de cada ano, duzentos e vinte e cinco morabitinos novos em ouro. E devem dar-me também pelas colheitas dessas terras, em cada ano, no dia de São João, seiscentos morabitinos novos, em ouro, ou essa importância de morabitinos em denários que tenham o valor dos morabitinos novos em ouro. E ordeno e proíbo, com toada a firmeza, que nenhum rico homem ou cavaleiro ou seja quem for lhes faça mal. por vexame ou violência, ou atravessa os seus casais e as suas terras. E por esta renda (foro), os ditos concelhos ficam livres de me prestar qualquer outro serviço além da hoste e da anúduva. E para que esse foro seja estável e duradouro para sempre, dei, autenticidade com o meu selo, esta minha carta aberta, que foi feita na Guarda aos dez de Junho da era de mil duzentos e setenta e oito. Lugar do selo pendente.